O tempo de Ronaldo Fraga

Bem falar que Ronaldo Fraga sempre inova já é redundante, mas desta vez ele não somente inovou, ele emocionou. Na pssarela ele não colocou as modelos da moda, e sim os modelos de vida, como senhores e senhoras da terceira idade e crianças.
Seu desfile foi uma referência à peça Giz criada pelo diretor de teatro, Álvaro Apocalype em 1988 que reforça a idéia do tempo, que mesmo acometendo a todos e sendo implacável, você pode encontrar algo de belo nela.
O conceito usado pelo estilista foi que o branco no preto, como uma desenho de giz se evapora, se vai, perdendo o significado. Será que a moda é assim? Efêmera e passageira, que nasce pequena e envelhece rápido demais?
Quero que você me responda, porque eu tenho a minha resposta, a qual está inclusive em meus estudos e na minha monografia. Mas antes, veja as fotos:



































Concordo com vc…. prefiro muito mais a moda real do q a das passarelas.
Mas pego o que há na passarela e sempre tento trazer aqui para vocês lerem.
Abraços, Renata, obrigada pelas dicas!
Eu que agradeço sempre as suas opiniões e comentários!
São sempre ótimos! bjs
Lembrei de uma frase de Rubem Alves, de quem gosto muito: “As coisas úteis nos dão meios para viver. As coisas inúteis nos dão razões para viver”.
O inútil, o supérfluo, o efemêro e passageiro, só são criados pelos seres humanos e fazem parte de sua essência, de sua busca de dar significado às coisas, ao mundo e à sua própria vida. Assim é a arte, e a moda, se for vista como arte, também.
Mas podemos aprender a apreciar outras formas de beleza, como propôs Ronaldo Fraga neste desfile. A não temer o tempo e seus efeitos em nós, a ampliar os padrões estéticos, a nos aceitarmos mais inteiros e reconhecer também na passagem do tempo e na efemeridade de nossa vida, a beleza.