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Apr 08
Tamanhos de roupas, a discussão continua
Arquivado em Moda, Negócios às 12:00 por Renata Ruiz

Publiquei anteriormente um post falando da minha dificuldade em encontrar peças em algumas lojas, devido a falta de padrão da modelagem de roupas. No Nossa Via, publiquei a respeito da dificuldade de encontrar maquiagem para peles negras e orientais, fiz a pesquisa e não achei nada a respeito. Recebi alguns comentários interessantes nos dois posts, que resolvi escrever outro a respeito, pois entendo que as empresas seguem o padrão deles, e não dos consumidores.

Numa conversa com a Sam Shiraishi, além dos problemas levantadas sobre maquiagem para pele oriental, etc, conversamos também a respeito de tamanhos de roupas. Ela me disse que no Japão a modelagem é determinada pela altura e peso. Assim, fica muito mais fácil de achar uma roupa para o seu tipo físico.

Eu tive uma experiência parecida, nos Estados Unidos quando ia comprar calças jeans, por exemplo, eles me perguntavam o tamanho da minha cintura e quadril e o comprimento das pernas. Puxa, para mim isso é uma maravilha, sou alta e nunca consigo encontrar calças que sirvam tanto no meu quadril (que é largo) quanto no comprimento. E o que acontece aqui? Muitas vezes compro dois ou três números a mais para poder servir no comprimento e tenho que mandar ajustar.

Fiz uma pesquisa na internet e achei um artigo interessante da Oficina de Estilo que falava sobre o Vanity Sizing. A tradução exata seria a “numeração da vaidade”. No Wikipedia, o vanity sizing acontece normalmente em lugares onde não há padronização, e que, como o próprio nome diz serve para satisfazer as consumidoras, porque querem parecer magras e pensar que vestem números pequenos, louco isso, não?

Numa reportagem publicada no Boston Globe, uma consumidora dizia que o tamanho não importa, já que em diversas lojas ela veste diferentes números. E ainda no mesmo artigo, ele mostra que enquanto as mulheres foram ficando maiores, os números de roupas foram diminuindo. É, parece que isto acontece aqui também.

Isto pode levar a um problema sério, segundo este artigo, de as mulheres quererem ser cada vez mais magras para poderem vestir números cada vez menores

Continuei a minha procura e me deparei com um artigo no Fashion Incubator a respeito disso, e gostei do que eu li. Ela é contra um padrão, já que as pessoas tem tamanhos variados, o que eu concordo com ela. Mas, na minha opinião, as confecções deveriam tentar se aproximar mais da realidade, fazer tamanhos de roupas conforme as medidas mesmo, com a Sam comentou.

O que eu mais gostei foi o que as meninas da Oficina de Estilo disseram: que etiqueta não diz o peso de cada um, não é mesmo?

Mas, infelizmente, ainda não resolveu o meu problema. Ainda não comprei a camisa do meu marido, ele precisa de camisas novas. Bem, acho que vou começar a fazer como a Sam, aprender a costurar para fazer as minhas próprias roupas, porque está cada vez mais difícil usar alguma coisa feita pelas confecções.

Se você quiser saber mais, há outros artigos a respeito:



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3 comentários para “Tamanhos de roupas, a discussão continua”    |    Comentar »



  1. [...] Nos últimos dias Renata, do blog Moda para usar, tocou num tema que nós já tínhamos conversado longamente outro dia no shopping: O problema da falta de padrão da modelagem de roupas e Tamanhos de roupas, a discussão continua. [...]
  2. [...] que aconteceu comigo em dois posts: O problema da falta de padrão da modelagem de roupas e Tamanhos de roupas, a discussão continua. Saí para comprar uma camisa para o meu marido. Entrei numa loja TNG e escolhi dois modelos muito [...]
  3. Elis says:
    Pra mim é ainda mais difícil comprar roupas, uso calça 34 e camisas/blusas PP. Costumava comprar meus jeans na M.Officer, mas a própria marca não tem um padrão: uma calça 34 servia e outra ficava enorme, isto sem contar com as barras que ficavam sempre gigantes. Resolvi comprar na TNG e a mesma coisa aconteceu. Meu último jeans foi da Ellus, número 32. O que tenho percebido é que as marcas aumentaram o tamanho 34, antes qualquer 34 me servia. Há quem reclame que é difícil encontrar roupas para quem tem uns quilinhos a mais, mas tenham certeza, pra quem é bem magrinha é quase uma missão impossível. Embora a magreza seja um padrão imposto pela moda, os produtores de roupas nacionais não se preocupam em produzir roupas para este tipo de público.

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