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Sair para fazer compras pode ser divertido e prazeroso, quando você encontra o que procura. Mas quando você experimenta uma roupa e ela fica justa, e você pede uma número maior, pensando que irá servir, e a peça continua pequena, você entra em desespero e fica deprimida.Bem, isto aconteceu comigo e com meu marido este final de semana.
Fui comprar duas camisas para ele, mas não queria uma camisa com uma padronagem de estampa tradicional, queria uma mais moderna e que o deixasse mais elegante e sofisticado. Bem, parti para a busca, em companhia com a minha sogra, sempre solícita e com uma visão apurada (aliás bem mais que a minha, como explicarei melhor adiante).
Encontrei duas camisas, muito bonitas por sinal, e pedi o número que usualmente ele veste, mas minha sogra, D. Yone, salientou: este tamanho é muito pequeno para ele. Peguei um número maior e comprei as duas camisas. Mas ao chegar em casa, para minha surpresa, a camisa ficou apertada no peito e as mangas muito compridas. Estranho não? Um pouco, mas este problema me levou a crer que há uma falta de padrão na modelagem das roupas aqui no Brasil. Antes de mais nada, vou explicar um pouco a respeito.
Segundo Sue J. Jones, em seu livro Fashion Design, quando as confecções se organizaram, estabeleceram a padronização dos tamanhos, desenhos de moldes, procedimentos de classificação e etiquetagem. Tudo isto para dirimir confusões, e com isto você consegue saber o seu tamanho e que número pedir em uma loja. Bem, era assim até eu comprar as camisas nesta loja.
“As medidas-padrão são constantemente revistas, já que as mudanças na saúde e na alimentação da população continuam alterando a forma do corpo” (Sue J.Jones, Fashion Design, p. 139). Bem, esta revisão está sempre para menos, não é isso?
Meu marido veste número 4 de camisa, mas nesta loja ele seria 6. Fui trocar a camisa de tamanho 5 que eu comprei, mas, a minha surpresa foi a seguinte: eles não tinham a número 6. Fui obrigada a pegar algo diferente do que queria comprar. É claro que saí hiper insatisfeita da loja. Aliás, fiquei mais indignada, porque o vendedor queria empurrar umas camisas pólos, que não tinham nada a ver com o que eu queria comprar.
O que eu quero mostrar com isto? É que as confecções diminuíram a modelagem sem levar em conta as mudanças da população. O que antes era 40, virou 38 ou até 36, então, quem vestia 42 passou a vestir 46. Nada contra quem veste número grande ou não, mas o problema é a falta de um padrão. Bem, cheguei a uma conclusão que em algumas lojas, realmente, não dá para comprar. Devo ou não dizer quais?
Bem, uma pesquisa da Kurt Salomon nos Estados Unidos mostrou a insatisfação das pessoas em encontrar roupas que sirvam bem. Mas será que as confecções estão atentas a isso? Pelo o que eu vi não. Saí com uma roupa que eu não queria, apenas para não perder dinheiro, e ainda, meu marido foi em outra loja, experimentou mais duas camisas, do tamanho que ele usa, e não serviu. Saiu irritado e eu, com a missão difícil de encontrar algo para ele.
Obs: Com certeza, este assunto ainda dará mais pano para a manga. Veremos os próximos capítulos.
Obs: A pedido do Claudir, meu marido, a loja citada foi a TNG. Apesar de ser muito bem tratada na primeira loja da TNG, na última, infelizmente isso não aconteceu.
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Como a gente comentou outro dia, ainda falta à indústria brasileira adotar um padrão mais flexível, na minha opinião um baseado em medidas, não em tamanho. No Japão as roupas são para determinada altura de peso (no caso de crianças e adolescentes) e na altura para os adultos. As calças têm medida de quadril e cintura, perfeito, quase dá para comprar sem provar! E ainda tem aquele detalhe da lingerie que te falei: medida de bust, underbust e três tamanhos de bojo.
Será que um dia chegaremos lá?
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a errada da história. Em 1988 eu modelava as minhas peças com o padrão da revista
Moda Molde e as roupas que eu vendia ficava bem ”arrumada” no corpo das minhas amigas. Já a revista Manequim (dessa época) não dava a mesma atenção com relação aos moldes (padrão) que ela divulgava como ”muito bons”. Gente amiga a diferença era visível de um padrão para o outro. Eu fiz vários testes com esses moldes e só o da Moda Moldes entrava em harmonia com o corpo da minha clientela. Hoje, as fábricas de ”moda” estão pensando só em faturar. Vejam os desfiles de moda e tirem as suas conclusões;É preciso preparar uma pesquisa de campo sobre as formas, peso, altura, das pessoas e preparar um bom molde que atenda as necessidades desse público. Sei que é complicado mas não impossvel.
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